Minha primeira experiência com a leitura foi aos sete anos de idade e na escola. Naquela época entravamos na escola já na primeira série direto, não tínhamos pré-escola e éramos alfabetizados utilizando cartilhas.
Mas o gosto pela leitura foi incentivado pelas histórias contadas todas as noites pelo meu pai, ficava encantada com os fatos, personagens, os conflitos e finais felizes. Lembro que algumas tinham cantos, ele fazia questão de expressá-las. Me sentia dentro da histórias correndo, brincando, fugindo, arquitetando planos para fugir de alguns personagens.
Como nos depoimentos do Gabriel o Pensador e do Gilberto Gil que tinham em suas avós contadoras de história meu gosto pela leitura começou dentro de casa também. Isso me instigou a querer aprender a ler para conseguir viajar pelas histórias, com o passar do tempo fui conhecendo não só os contos de fadas como as narrativas, os relatos de experiências, as crônicas, as notícias e fui crescendo como leitora tanto que me tornei uma professora de Língua Portuguesa e Literatura.
A leitura nos torna cidadãos conscientes e críticos, mais humanos, algumas até ajudam a resolver problemas psíquicos. Fico triste quando pergunto aos meus alunos quais são as primeiras histórias que seus pais ou avós contavam a eles e como resposta ouço que nunca ouviram nenhuma história em casa.
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