Este Blog faz parte de um programa de formação a distância de educadores, com suas experiências relativas à leitura e à escrita. Sintam-se convidados para fazerem comentários.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Experiências de Leitura por Sônia Regina
O professor e crítico literário Antônio Cândido afirma que a leitura/literatura torna o homem mais rico: ela exercita-lhe a reflexão, dá-lhe saber, boa disposição para o próximo. Desenvolve no ser humano “a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor”. Será que alguém já pensou em uma habilidade mais rica que essa?
Desde criança (faz tanto tempo...rsrs), sempre tive contato com os livros por incentivo de minha mãe que dizia sonhar em ser professora quando pequena. Lia tudo o que chegasse às minhas mãos.
Cresci e escolhi a profissão pensando em provocar a reflexão em meus alunos de forma a vê-los em ação questionando, inquirindo, tendo sua curiosidade despertada; desenvolver seu senso, para que possam ser cidadãos completos de forma a fazer bom uso das palavras bem como de seu entendimento. Faço o possível para que isso aconteça e fico feliz ao reencontrá-los, geralmente já crescidos e formados, comentando quanto foi importante meu incentivo para lerem e que isso serviu para que o mundo lhes abrisse as portas...
Minha casa sempre teve livros. Lia muitas histórias para meus filhos e acredito que isso colaborou para que eles tivessem facilidade também para ler e escrever. Entretanto, uma experiência não tão agradável com a leitura na escola e que serviu de alerta para que não fosse repetida aconteceu quando eu estava na 6ª série (com + ou - 12 anos), e o professor de Português exigiu que lêssemos Dom Casmurro. Lembro que eu não entendia nada, lia, lia e nada. O vocabulário era difícil, os fatos não eram interessantes e a tarefa, para mim e todos os meus colegas, era chatíssima. Enfim, o problema maior é que o professor não ajudava; ele não comentava nada sobre o livro e, quando perguntávamos ou reclamávamos, ele nem ligava e somente dizia: leiam, pois vocês vão fazer uma prova sobre o livro (hoje imagino esse professor como o próprio Dom Casmurro).
Não me lembro da nota, só sei que não fui bem e, o pior, até hoje não gosto -como deveria- dos livros de Machado de Assis (é claro que sei de todas as suas qualidades, porém acho que a culpa é do professor Bartolomeu). Por isso, antes de sugerir um título, leio a obra, faço comentários sobre ela, conto alguns detalhes a fim de incentivá-los. Acho que é uma das maneiras de despertar cada um para a "magia da leitura".
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